Cronicas Camilo do Botafogo

Published on julho 19th, 2017 | by leonardosmota

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Nós Amamos Odiar Jogadores – A Saída de Camilo

Por Thiago Pinheiro – @othiagopinheiro 

Eu odiava o Lúcio Flávio. Eu e meus amigos enchíamos a paciência do meia – aquela faixa contra o jogador – “Lúcio Flávio Não!” – era nossa, para vocês verem. Considerávamos que o atleta era um mal para o time do Botafogo e queríamos a sua saída de qualquer maneira do clube. Mas ele parecia que continuaria para toda a eternidade.

Agora é a vez de Camilo. Não comparo, claro, os dois jogadores – Camilo é muito superior. Mas, sim, a situação. Boa parte da torcida queria a saída do meia que nos ajudou a mudar a chave no Brasileiro de 2016 e ela acabou vindo, em uma troca com o Internacional que nos rendeu 20% (!) de Brenner em um empréstimo (!!) até 2020 mais o perdão da dívida que tínhamos de cerca de R$316mil (!!!) relativos ao Marcelo Cordeiro. Em troca, cederemos o Camilo em definitivo, ficando com 50% dos direitos econômicos.

É pouco, muito pouco, não importa o carinho que você tenha pelo Camilo.

Camilo foi um dos destaques do Brasileiro de 2016. Na reta final, quando muitos acham que ele jogou mal, ficou mais avançado, sacrificando-se, e o Botafogo continuou decisivo. Mas isso não importa, verdadeiramente.

Em 2017, outro Botafogo surgiu, menos coeso defensivamente e sem jogadores de explosão e drible como Sassá e Neilton. Camilo esteve mal física e tecnicamente, tendo realizado um bom jogo (Barcelona, no Equador) entre as péssimas atuações.

No outro lado da mesa tínhamos o Internacional. Um time desesperado e em dificuldades na Série B onde se encontra na 7ª posição após 14 rodadas. O técnico está longe de engrenar e a diretoria vê-se pressionada a realizar mudanças.

Esse é o cenário que o Botafogo encontra para negociar. Mantendo o Camilo, a situação não muda. Quem está na posição pior é o Internacional. Ou seja, tudo conspirava para o Botafogo levar a vantagem nessa troca. Mas, infelizmente, não foi assim.

Ora, como disse anteriormente, pouco importa o que achemos de um jogador. Ele é ativo do clube e devemos tratá-lo como tal. Brenner, reserva do Internacional, também se encontra em má fase e só parece ter conseguido algum aproveitamento quando enfrentou equipes fracas no Campeonato Gaúcho, na Copa do Brasil e na Série B. Nas fases decisivas dos torneios, passou em branco. Na Série B, passou em branco e já virou última opção no banco.

Claro que ele pode vir para o Botafogo e desandar a fazer gols; isso, felizmente, é futebol. Mas não é assim que se trabalha. Brenner não muda a vida do Botafogo e embora Camilo tampouco parecia que iria fazê-lo daqui para frente, poderia continuar mais um pouco até aparecer algum bom negócio, com o clube buscando algo parecido com um centroavante para ser titular – eu vou fingir que não percebi que estavam procurando apenas um reserva para o Roger.

Diferentemente de Lúcio Flávio, Camilo mal completou um ano pelo clube. Embora ninguém esperasse que ele ficasse por anos, certamente a sua queda abrupta surpreendeu a maioria. Resta ao Botafogo entender como trabalhar esses momentos e tratar os jogadores como ativos. Deixem a raiva para os torcedores.

Boa sorte, Brenner.

Alguns números do Brenner em 2017:Cortesia site OGol.

Campeonato Gaúcho

Copa do Brasil

Série B

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